Jump To Content

LearnHub




O Elo Perdido da TI

A atenção das empresas continua sobre a tecnologia em si, ignorando o fato de que não é a TI, mas sim o uso da informação, o elemento realmente capaz de gerar valor

A proposição de que estamos vivendo numa Economia do Conhecimento tornou-se amplamente aceita. Nesse ambiente, em que a importância do conhecimento dentro da economia e das empresas é reconhecida, uma correção de rumo será capaz de alavancar significativamente os resultados gerados pela tecnologia da informação. Primeiramente precisamos pensar no valor da informação. A interpretação mais adequada é não atribuir nenhum valor intrínseco à informação, sendo este valor criado no momento em que a utilizo para algum fim. A grande vantagem deste enfoque é mantermos a atenção sobre o processo de uso da informação, e não sobre a informação em si (procuro ver o fluxo, e não o estoque).

É preciso também diferenciar dois conceitos: informação e conhecimento. A informação trata de um conjunto de dados interrelacionados, enquanto o conhecimento diz respeito à contextualização de informações, além de estar relacionado a uma ação. O processo de criação de valor depende crucialmente da criação de conhecimento. Ou seja, da capacidade de usar as informações para definir rumos e ações; também é evidente a ligação entre a criação de conhecimento e a inovação, uma grande fonte de vantagem competitiva no atual ambiente econômico. É fácil perceber que a criação de conhecimento depende intrinsecamente de dois elementos: os processos ligados à informação e as pessoas que participam destes processos.

Portanto, os principais elementos envolvidos na geração de valor a partir das informações detidas por uma empresa não tem relação direta com a TI esta serve "apenas" como ferramenta para viabilizar os processos necessários. Entretanto, praticamente toda a atenção das empresas continua sobre a tecnologia em si, ignorando o fato de que não é a TI, mas sim o uso da informação o ponto-chave do processo, o elemento realmente capaz de gerar valor. A arquitetura da informação vem sendo tratada como um aspecto meramente técnico, quando se trata de um conjunto de atividades relacionadas às pessoas e ao negócio. Nesse cenário não é de causar surpresa os investimentos em tecnologia da informação gerarem resultados muito aquém do que seria possível, desapontando e motivando a busca de um maior retorno sobre o investimento.

Eis aí o Elo Perdido da TI: a falta de suporte aos processos ligados à criação de conhecimento limita o potencial retorno destes investimentos, devido à ênfase excessiva em aspectos técnicos e ferramentas em detrimento dos elementos que realmente são potenciais geradores de valor: o uso da informação e as pessoas envolvidas no processo. O conceito que envolve a gestão do conhecimento poderia ser apontada como a solução para estas limitações. Porém, a GC também está dando ênfase excessiva a métricas e ferramentas para a implementação de "soluções" de GC, focando a "captura" de conhecimento e não o estímulo à sua criação. Assim, não devemos ficar surpresos com a dificuldade encontrada para implantar estas "soluções".

Para equacionarmos o Elo Perdido da TI precisamos focar o que hoje fica em segundo plano: a geração de valor a partir da criação de conhecimento, que depende da forma como a informação é usada. Tomando os processos de Aquisição, Tratamento, Distribuição, Interpretação e Utilização da informação, podemos notar que a TI tem focado os 3 primeiros; os 2 últimos são parcamente considerados, e são exatamente os mais próximos das pessoas, quando transponho a barreira que existe entre a informação e a geração de valor.

Uma proposta para mudar este paradigma é a Contextualização Dinâmica Personalizada (CDP). A CDP envolve colocar a TI como uma ferramenta que visa facilitar o trabalho humano de absorver, interpretar e utilizar a informação, focando exatamente os processos "ignorados" hoje. A CDP busca facilitar o processo de criação de conhecimento criando uma imagem em 360 graus da informação, dentro da maneira de cada usuário trabalhar e analisar a informação. Ao invés de aprimorar os mecanismos de busca, é fundamental criar um contínuo processo de contextualização dinâmica, que faz com que, a cada momento, a informação não se torne facilmente acessível, mas sim suficientemente próxima para ser imediatamente usada. Além disso, os novos sistemas de conhecimento devem estimular a comunicação entre pessoas que estão analisando as mesmas questões; ou seja, além do aspecto dinâmico de identificar como as informações estão relacionadas, será possível pôr em contato as pessoas que estão estudando questões relacionadas. A necessidade de personalização surge porque o conhecimento está indissoluvelmente ligado à pessoa, tornando necessário adaptar a mesma informação aos diferentes estilos de interação com a informação.


Originalmente publicado na InformationWeek Brasil, edição Business Innovation, de 04 de julho de 2002.

Eduardo C. F. Longo

Economista, pós-graduado em TI e Gestão de Projetos, com substancial experiência em Gestão de Projetos e Portfolios de Projetos, Planejamento Estratégico e Gerenciamento de Riscos. Atualmente é consultor independente, palestrista e instrutor.

  1. mainx saidThu, 22 Mar 2012 07:47:09 -0000 ( Link )

    designer handbags wholesale

    wholesale designer handbags

    authentic designer handbags wholesale

    cheap pandora charms

    pandora charms on sale

    discount pandora charms

    jordan shoes

    air jordan shoes

    cheap air jordans

    cheap air jordan

    Actions
    Vote
    Current Rating
    1
    Rate Up
    Rate Down
    1 Total Vote

    Post Comments

Your Comment
Textile is Enabled (View Reference)